Na minha visão gentia passada eu considerava o sionismo uma forma de Redenção do povo judeu, com a ajuda de D'us, uma minoria judaica sobreviveu no pós-guerra e fundou um Estado heroico numa faixa terrestre minúscula contra ocupantes britânicos e posteriormente contra árabes inflamados. Pois bem, essa é a história contada pelos vencedores. Pelos vencedores judeus, ou talvez seculares judeus, porque religiosos, com certeza não são.
Herlz, o fundador e cabeça-pensante do Sionismo não era religioso, apesar da elegante barba, ele próprio chegou a considerar o ritual da circuncisão uma barbárie. David bem Gurion, era um ateu socialista e assim como outros sionistas socialistas fundadores de kibutzim queriam criar um Estado socialista livre para os judeus do jugo da Torah. Isto é, a forma mais depravada de assimilação dos judeus.
Isto é, a solução do Estado sionista foi proposto como a solução dos judeus perseguidos do mundo, local onde em fim os judeus poderiam viver em paz. Mas em paz com o quê? Entender a história judaica, saber que a emancipação judaica ocorrida na França de Napoleão foi o começo do Holocausto.
O Grande Mestre Rabbi Shneur Zalman de Liadi foi fiel ao Czar na luta contra o Napoleão, porque mesmo que os judeus russos vivessem sob forte repressão sobre o governo czarista, ainda assim era mais saudável para sua sobrevivência como uma Nação fiel a Torah, do que viver 'livres' com diversas 'regalias' numa sociedade que se mostrou decadente e onde a Nação não seria sustentada.
O que se viu com a emancipação judaica foi movimentos que mudariam por completo a forma de pensar do judeu ocidental... Haskala (Iluminismo judaico), Reforma e o Sionismo.
Não entrando nos dois primeiros, mas os três foram responsáveis por duros decretos ao povo judeu. Desde que os judeus gozaram de mais liberdade política e social, sua natural inteligência superior sobre os povos circundantes fez com que assumisse vários cargos de prestígio. Seu status aumentou.
Por outro lado, os judeus russos sofrendo com pogroms, eram mais pobres, mais sofridos, nesse ambiente a ideia do socialismo se proliferou entre a juventude judaica, infelizmente.
O sionismo teve várias vertentes, desde a mais extrema da direita, onde as limitações do atual Estado de Israel seriam ainda maiores e com certeza não haveria árabes no território e no outro extremo a esquerda, que se tornou a parte vencedora na inauguração do Estado e por isso recebeu apoio e reconhecimento da URSS.
Em todo caso, mesmo que o Estado de Israel fosse fundado como um Estado religioso, baseado na Halacha, ainda não seria o momento adequado. E com certeza não foi. Mesmo oportunidades de apressar a Redenção foram tardadas pelo mal funcionalismo do Estado que cada vez mais toma medidas anti-Torah. Mas qual a solução?
A solução de dois Estados é prejudicial no que tange ao direito dos próprios judeus que também viveram por tanto tempo em Jerusalém e nos arredores antes dos jovens sionistas começarem a emigrar para a Terra de Israel. Mas as nações não se importam com esses refugiados, porque eles enxergam todos os judeus como sionistas em potencial. Eu até poderia relevar e defender um Estado palestino se fosse concedido direito de judeus viverem nele da mesma forma como foi dado os direitos de árabes viverem em Israel. Mas sabemos que isso não vai acontecer. Porque o ódio é mais profundo.
Sendo assim, a solução final é todos judeus do mundo fazerem teshuva e retornar a Torah. O Estado de Israel está em seus últimos estágios de sobrevivência, quando Mashiach vier não haverá mais Estado, mas um Reino. Local onde os judeus viverão em paz, e as nações nada terão a ver com isso.
Como vai acontecer, eu não sei. Mas vai acontecer.
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