A Europa está recebendo um fluxo de imigrantes como não visto a muito tempo, realmente a quanto tempo isso não acontecia? Não tenho dúvidas que isso deve ter um significado espiritual mais profundo, da mesma maneira que as nações levaram os judeus e a Shekinah ao exílio, as nações estão elas mesmos sofrendo com exílio. Iraquianos, principalmente sírios, libaneses e outros africanos, estão buscando lugares mais prósperos e pacíficos para viverem com suas famílias, locais onde eles acreditam, que serão bem-vindos de braços abertos.
Hungria já está construindo um muro na fronteira com a Sérvia para conter o fluxo de imigrantes, outros muros estão sendo construídos na África devido ao perigo da Jihad. Jihad que causa calafrios na população europeia, que teme que os imigrantes/refugiados venham com ideias de radicalismo em seus territórios. França sente na pele o problema com muçulmanos extremistas em seu território. São eles culpados por terem durante anos adotado uma política liberal em relação aos imigrantes? Não necessariamente. Esse é um problema muito complicado e muito extenso.
Mas afinal, além desses problemas de segurança, qual o problema definitivo com a situação dos imigrantes? É o choque cultural. A assimilação não acontece de uma hora para outra. Refugiados levam com eles suas tradições, suas ideias, seus costumes. Um dia você acorda e se depara com uma mulher de burca. Numa sociedade multicultural como o Brasil isso ainda não é corriqueiro, nem na Europa. O choque cultural é natural, normal, a questão é como tratar os estrangeiros e como os estrangeiros tratarem suas nações anfitriãs. Deve ser um acordo.
O anfitrião (país que concede moradia) deve fazer de bom grado fazendo concessões, procurando apaziguar o forasteiro mostrando-o que sua nação tem políticas de prioridade para com seus habitantes de origem. O forasteiro deve saber isso, mostrando de bom grado a justiça do anfitrião, procurando fazer uma moradia temporária na terra estranha sem se esquecer de sua pátria materna.
A mais antiga relação entre exilados e nações-acolhedoras pode ser vista na história judaica, onde os judeus exilados de sua pátria viveram como forasteiros por milhares de anos sem subverter a ordem vigente das nações acolhedoras (claro, houveram judeus hereges e apóstatas que se rebelaram contra o regime vigente, isso foi notório nos últimos séculos), mas o judeu temente às leis de D'us, recebe de bom grado a concessão de moradia nas nações sem procurar desrespeitar as leis das nações, apesar que muitas vezes ocorre um choque entre culturas, entre as leis das nações e as leis da Torah. Mas os judeus devem rezar pelo bem-estar do governo, isso é aprendido no Talmud, uma lástima que os antissemitas não conheçam essas passagens.
Mas desde que o exílio dos judeus foi forçado e eles ficaram proibidos de subir em massa à Eretz Yisrael até o século passado, aparentemente os anfitriões se sentiram ameaçados com uma possível desordem e ameaça judaica. Sim, há não mais que poucos milhões de judeus no mundo, sendo a maioria deles até o século passado sendo proibidos de portar armas ou servir ao exército, mas ainda assim as nações consideravam esses judeus como uma ameaça.
De fato, o sionismo foi uma ameaça. Uma ameaça à Torah, uma ameaça de assimilação, uma ameaça a pureza de uma família judia, mas isso é outro assunto.
Em todo caso, os problemas de refugiados hoje que apenas vai levar mais uma vez a fortalecer os partidos de extrema-direita na Europa, que mais uma vez vai levar uma acusação contra os judeus no mundo que mais uma vez - que seja a última - a uma guerra mundial que no momento parece ser inevitável diante das circunstâncias.
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